FERRAZ DE VASCONCELOS – Uma ação conjunta entre o Gaeco e o Gaema, braços especializados do Ministério Público de São Paulo, sacudiu a política local na manhã desta quarta-feira (28). A Operação TAC investiga um complexo esquema de corrupção que teria drenado R$ 24 milhões dos cofres públicos da Prefeitura e da Câmara Municipal.
O Mecanismo da Fraude
O centro da investigação são os Termos de Ajustamento de Conduta (TACs). Segundo o MP, agentes públicos manipulavam esses acordos para perdoar ou reduzir drasticamente dívidas de empresas privadas.
Em um dos casos mais graves, uma multa ambiental que superava os R$ 10 milhões foi alvo de negociações irregulares, resultando em prejuízo direto ao erário e favorecimento ilícito.

Medidas Judiciais e Afastamentos
A Justiça de São Paulo não apenas autorizou as buscas, mas impôs sanções severas aos envolvidos:
- Afastamento Imediato: Secretários municipais e um vereador foram removidos de seus cargos por ordem judicial.
- Bloqueio de Bens: Contas bancárias e ativos dos investigados foram congelados para garantir o ressarcimento do dinheiro desviado.
- Busca e Apreensão: Computadores, documentos e celulares foram recolhidos nas sedes do Executivo e do Legislativo.
Conexão com a “Operação Munditia”
A ofensiva de hoje é um desdobramento estratégico de investigações anteriores. A Operação TAC nasceu da análise de dados colhidos na Operação Munditia, que em 2024 revelou como organizações criminosas se infiltraram em órgãos públicos da Grande São Paulo para controlar contratos e licitações.
Resposta Oficial
Tanto a Prefeitura quanto a Câmara de Ferraz de Vasconcelos emitiram notas oficiais afirmando que estão colaborando integralmente com o Ministério Público. O governo municipal declarou que fornecerá todo o suporte documental necessário para que os fatos sejam esclarecidos com rapidez.










