SÃO PAULO – A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta sexta-feira (16 de janeiro de 2026), a delegada Layla Lima Ayub, durante a Operação Serpens, deflagrada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.
Layla havia tomado posse como delegada de 3ª classe em dezembro de 2025 e é investigada por suspeita de vínculos com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A prisão é temporária e foi autorizada pelo Poder Judiciário no âmbito da investigação conduzida pelo Ministério Público.
Operação e mandados
A operação cumpriu sete mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital paulista e em Marabá, no Pará. Segundo o MPSP, as diligências têm como objetivo reunir provas sobre a possível atuação irregular da delegada antes e após sua posse no cargo público.
De acordo com as investigações, há indícios de que Layla teria mantido vínculos pessoais e profissionais com pessoas ligadas à facção criminosa, além de ter atuado como advogada em audiências de custódia mesmo após assumir o cargo de delegada, o que é proibido pela legislação.
Acompanhamento institucional
A Corregedoria da Polícia Civil acompanha o caso e informou que procedimentos administrativos disciplinares serão adotados, independentemente do andamento da investigação criminal.
O Ministério Público afirmou, em nota, que a operação busca apurar eventual infiltração do crime organizado em estruturas do Estado, ressaltando que todos os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
Até o momento, a defesa da delegada não se manifestou publicamente. O espaço permanece aberto para posicionamento.










