Delcy Rodríguez relata clima de ameaça e reforça segurança após captura de Maduro - NACASHOVI NEWS

Delcy Rodríguez relata clima de ameaça e reforça segurança após captura de Maduro

CARACAS – A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta semana que o país vive um ambiente de forte tensão política e institucional desde a captura do ex-presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos. Segundo ela, órgãos de inteligência venezuelanos identificaram riscos à estabilidade do governo e possíveis ameaças contra autoridades do alto escalão.

Em declarações públicas, Rodríguez disse que a situação exige vigilância máxima e determinou o reforço imediato da segurança no Palácio de Miraflores, em prédios estratégicos do governo e nas residências oficiais. A presidente interina não detalhou alvos específicos, mas classificou o momento como “delicado” e marcado por tentativas de desestabilização interna e externa.

Acusações e discurso de soberania

Durante o pronunciamento, Delcy Rodríguez voltou a criticar duramente a atuação dos Estados Unidos, responsabilizando a operação que resultou na captura de Maduro por abrir um período de instabilidade política no país. Segundo ela, a retórica adotada por Washington e por setores da oposição internacional estimula ações que colocam em risco a segurança institucional da Venezuela.

“A Venezuela não aceitará chantagem, intimidação ou qualquer forma de pressão que viole sua soberania”, declarou, ao lado de representantes das Forças Armadas, em uma tentativa de demonstrar unidade do governo interino.

Cenário interno e reação internacional

Desde a saída forçada de Maduro, em 3 de janeiro, Caracas vive uma aparente normalidade nas ruas, mas com forte presença militar e relatos de dificuldades no abastecimento de produtos básicos. No plano político, o governo interino busca manter a coesão do chavismo enquanto o ex-presidente aguarda julgamento nos Estados Unidos.

No exterior, países aliados históricos da Venezuela, como Cuba e Rússia, manifestaram apoio a Delcy Rodríguez e condenaram a operação norte-americana. Já governos alinhados aos EUA defendem a convocação de eleições livres e supervisionadas internacionalmente como saída para a crise.

Analistas internacionais avaliam que o principal desafio do governo interino será preservar a lealdade das Forças Armadas e evitar novos focos de instabilidade em um cenário ainda marcado por incertezas políticas e diplomáticas.

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