ESTREITO DE HORMUZ – Pelo menos três navios comerciais foram atingidos nesta quarta-feira (11) por projéteis não identificados enquanto transitavam pelo Estreito de Hormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, segundo a UK Maritime Trade Operations (UKMTO), agência britânica de segurança marítima. O incidente ocorre em meio a uma escalada de tensões entre o Irã, Estados Unidos e Israel, afetando o tráfego de petróleo e outras mercadorias.
O incidente
- Um porta-contêineres de bandeira japonesa, o One Majesty, foi atingido a cerca de 46 km a noroeste de Ras Al Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos. Segundo a proprietária do navio, todos os tripulantes estão a salvo e os danos foram leves.
- Um graneleiro com bandeira das Ilhas Marshall, o Star Gwyneth, também sofreu danos, mas a tripulação foi resgatada sem ferimentos graves.
- Outro graneleiro tailandês, o Mayuree Naree, teve parte da tripulação resgatada, enquanto três tripulantes permanecem desaparecidos até a última atualização.
Segundo a UKMTO, os ataques fazem parte de uma série de 14 incidentes com navios comerciais na região desde 28 de fevereiro de 2026, evidenciando o aumento da ameaça à navegação.
Impactos na navegação e no comércio
O Estreito de Hormuz é responsável por cerca de 20% do transporte marítimo de petróleo global. Analistas de logística alertam que a escalada de ataques pode resultar em:
- Aumento nos seguros e custos de frete;
- Desvios de rotas e atrasos no transporte de mercadorias;
- Volatilidade nos preços do petróleo, com o barril de WTI próximo a US$ 88 e o Brent acima de US$ 92 na manhã desta quarta-feira.
A Agência Internacional de Energia (AIE) considera recorrer a reservas estratégicas de petróleo para conter o impacto, enquanto governantes do G7 planejam uma reunião por videoconferência para discutir a crise energética.

Contexto geopolítico
- Autoridades norte-americanas afirmam que o Irã estaria usando embarcações menores para instalar minas navais na região, com estimativa de 2.000 a 6.000 unidades, produzidas principalmente pelo próprio Irã, China e Rússia.
- Os Estados Unidos afirmaram ter destruído 16 navios iranianos usados para colocar minas no Estreito.
- O presidente americano, Donald Trump, alertou que qualquer instalação de minas no local teria “consequências militares de nível sem precedentes”.
Além dos ataques contra navios, a região tem registrado:
- Explosões em Doha (Catar) e queda de drones em Dubai, com feridos;
- Lançamentos de mísseis contra bases militares na Arábia Saudita;
- Bombardeios do Irã contra Israel, que também respondeu com ataques ao Líbano.
Segundo especialistas em segurança, o risco elevado pode tornar o trânsito pelo Estreito economicamente inviável, pois o custo do seguro e escolta pode superar a margem de lucro da carga.
Situação do Irã e liderança
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou que esta onda de ataques é a mais intensa desde o início do conflito, e confirmou que o novo guia supremo, Mojtaba Khamenei, está são e salvo.
💡 Resumo:
- Incidentes verificados oficialmente: três navios atingidos por projéteis; tripulação em segurança na maioria dos casos; parte ainda desaparecida; fogo controlado.
- Contexto: escalada geopolítica entre Irã, EUA e aliados; possível uso de minas navais; aumento do risco para navegação e comércio global.
- Aspectos ainda em apuração: autoria exata dos ataques, impactos precisos sobre mercados e economia, número definitivo de desaparecidos e feridos.










