A Zona da Mata mineira amanheceu em estado de alerta nesta terça-feira (24), após fortes temporais atingirem principalmente as cidades de Juiz de Fora e Ubá. O balanço parcial das autoridades aponta ao menos 22 mortes, além de centenas de desabrigados e dezenas de pessoas desaparecidas.
Em Juiz de Fora, onde foram confirmadas 16 vítimas, a prefeitura decretou estado de calamidade pública durante a madrugada para agilizar o acesso a recursos estaduais e federais. O município enfrenta o fevereiro mais chuvoso de sua história recente, com acumulados que superam 580 milímetros — volume muito acima da média esperada para todo o mês.

🚨 Situação em Juiz de Fora
A cidade registrou dezenas de ocorrências relacionadas a deslizamentos de terra e soterramentos, especialmente em áreas de encosta. Bairros como JK, Santa Rita, Vila Ideal e Lourdes estão entre os mais atingidos.
O Rio Paraibuna transbordou, provocando alagamentos em importantes vias urbanas. Pontes foram interditadas e o chamado “Mergulhão”, um dos principais acessos ao Centro, também precisou ser fechado.
As aulas da rede municipal foram suspensas por tempo indeterminado, enquanto equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil seguem nas buscas por desaparecidos.
🌊 Tragédia em Ubá
Em Ubá, ao menos seis mortes foram confirmadas após o transbordamento do Ribeirão Ubá, que inundou bairros inteiros. Imagens registradas por moradores mostram a força da correnteza arrastando veículos e invadindo estabelecimentos comerciais na Avenida Beira Rio.
Equipes de resgate trabalham para retirar moradores ilhados e prestar assistência às famílias afetadas.

📊 Balanço parcial
- Mortos: 22 confirmados (16 em Juiz de Fora e 6 em Ubá)
- Desabrigados: Centenas
- Desaparecidos: Dezenas (número ainda em atualização)
- Status: Calamidade pública em Juiz de Fora; alerta máximo na região
O Instituto Nacional de Meteorologia mantém alerta para a continuidade das chuvas nas próximas horas. A orientação é que moradores de áreas de risco — como encostas e regiões próximas a rios — deixem suas casas ao primeiro sinal de rachaduras, deslizamentos ou elevação repentina do nível da água.
As autoridades reforçam que os números podem ser atualizados a qualquer momento, conforme avançam as buscas e os levantamentos oficiais.










