Washington/Caracas, 29 de novembro de 2025 — O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou a pressão contra o regime de Nicolás Maduro na Venezuela neste sábado (29), ao declarar publicamente que as companhias aéreas devem considerar o espaço aéreo sobre e ao redor do país como “totalmente fechado”. A declaração, feita na plataforma Truth Social, aumenta a tensão na região, que já presencia um aumento da atividade militar americana.
Em sua publicação, Trump escreveu:
“A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas: por favor, considerem O ESPAÇO AÉREO ACIMA E AO REDOR DA VENEZUELA COMO FECHADO EM SUA TOTALIDADE.”
Apesar do tom incisivo, o presidente americano não forneceu detalhes sobre uma eventual ação militar ou sobre a base legal exata para a declaração de “fechamento” do espaço aéreo.
✈️ Contexto de Crescente Tensão
O aviso de Trump ocorre em meio a uma intensificação da ofensiva do governo dos EUA contra o que considera ser o envolvimento do regime de Maduro com o narcotráfico.

- Reforço Militar: A administração Trump tem reforçado a presença militar no Caribe, incluindo o envio do porta-aviões USS Gerald R. Ford e outros navios de guerra, alegando que o objetivo é combater os cartéis de drogas. Desde setembro, os EUA teriam realizado ataques aéreos contra mais de 20 lanchas supostamente ligadas ao narcotráfico.
- Alertas Prévios: Dias antes da declaração de Trump, a Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA já havia emitido um alerta para que as companhias aéreas comerciais exercessem “extrema cautela” e considerassem evitar o sobrevoo sobre a Venezuela devido ao “agravamento da situação de segurança” e ao aumento da atividade militar.
- Impacto no Setor Aéreo: Após o alerta da FAA, diversas transportadoras internacionais cancelaram voos com destino ou passagem pela Venezuela. Em resposta, o governo de Nicolás Maduro revogou as licenças de operação de ao menos seis grandes companhias aéreas internacionais, incluindo a TAP e a Gol, acusando-as de aderirem a ações de “terrorismo de Estado” promovidas por Washington.
Caracas insiste que o verdadeiro objetivo da campanha americana é promover uma mudança de regime, enquanto Washington continua a pressionar pela queda de Maduro.
A comunidade internacional aguarda os próximos desdobramentos, especialmente após a declaração de Trump, que sugere um novo e perigoso patamar no confronto entre os dois países.











