O Senado Federal instalou, nesta terça-feira, 4 de novembro de 2025, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, que promete ser um dos principais focos de debate e investigação no Congresso nos próximos meses.
Comando e Objetivos da Comissão
Na primeira reunião, foram eleitos os seguintes membros para a Mesa da CPI:
- Presidente: Senador Fabiano Contarato (PT-ES).
- Relator: Senador Alessandro Vieira (MDB-SE), um dos autores do requerimento de criação.
- Vice-Presidente: Senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

A comissão terá 120 dias para trabalhar, com o objetivo principal de investigar a atuação, a expansão e o funcionamento de organizações criminosas e milícias em todo o território nacional. O foco central será:
- Identificar o “modus operandi” (modo de operar) desses grupos.
- Analisar as condições de instalação e desenvolvimento das facções e milícias em diferentes regiões do país.
- Sugestão de soluções eficazes para o combate a esses grupos e para a melhoria da segurança pública.
Contexto de Polarização e Expectativas
A CPI é composta por 11 senadores titulares e 7 suplentes, e sua instalação ocorre em um cenário de intensa polarização política, prometendo ser um novo campo de embate entre oposição e governo.
A pauta da comissão ganhou urgência após a megaoperação policial no Rio de Janeiro que resultou em 121 mortes, reacendendo o debate sobre a segurança pública e a ação das forças policiais.
Integrantes de Destaque (Titulares):
| Senador | Partido | Estado |
| Fabiano Contarato | PT | ES |
| Alessandro Vieira | MDB | SE |
| Hamilton Mourão | Republicanos | RS |
| Flávio Bolsonaro | PL | RJ |
| Magno Malta | PL | ES |
| Rogério Carvalho | PT | SE |
| Marcos do Val | Podemos | ES |
| Sérgio Moro | União Brasil | PR (Suplente) |
O relator, Alessandro Vieira, reforçou que o trabalho deve se ater a um diagnóstico sério, evitando ser uma “bandeira política baixa” ou “eleitoreira”, e se concentrando em dar ao Brasil um retrato claro do que funciona e do que não funciona na segurança.

Próximos Passos
Os membros da CPI agora iniciarão a fase de apresentação e aprovação de requerimentos, que são os pedidos de convocação de testemunhas, quebra de sigilos (bancário, fiscal, telefônico) e solicitação de documentos a órgãos públicos.
A expectativa é que as primeiras oitivas envolvam agentes de segurança pública, autoridades e, possivelmente, jornalistas investigativos que cobrem a atuação do crime organizado.











