🏛️ Caso Banco Master - NACASHOVI NEWS

🏛️ Caso Banco Master

A relação entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o Banco Master tornou-se um dos assuntos centrais da política brasileira em dezembro de 2025. O caso envolve suspeitas de tráfico de influência e contratos milionários que vieram à tona após a liquidação extrajudicial da instituição financeira pelo Banco Central.

Aqui estão os pontos principais para entender a situação:

1. Intercessão junto ao Banco Central

Reportagens publicadas recentemente (dezembro de 2025) indicam que o ministro Alexandre de Moraes teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em pelo menos quatro ocasiões (três ligações e um encontro presencial).

  • O objetivo: Moraes teria tentado interceder em favor do Banco Master, pedindo celeridade na aprovação da venda do banco para o BRB (Banco Regional de Brasília).
  • A resposta: Galípolo teria informado ao ministro que a operação era inviável devido à descoberta de fraudes bilionárias na carteira de crédito da instituição.

2. Contrato da esposa do Ministro

Outro ponto de grande repercussão é o contrato entre o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o Banco Master.

  • Valores: O contrato previa o pagamento de R$ 3,6 milhões mensais por um período de três anos (2024 a 2027), totalizando cerca de R$ 130 milhões.
  • Status: Com a liquidação do banco pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, os pagamentos foram interrompidos.

3. A Operação “Compliance Zero”

O Banco Master foi alvo da operação da Polícia Federal que investiga a emissão de títulos de crédito falsos.

  • O dono do banco, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso em novembro.
  • A investigação aponta um rombo bilionário (estimado em R$ 12,2 bilhões em fraudes de repasses ao BRB) e indícios de que o banco não tinha liquidez para honrar seus compromissos.

4. Repercussão Institucional e Política

  • No Senado: O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou a coleta de assinaturas para abrir uma CPI ou investigação formal para apurar se houve conflito de interesses ou tráfico de influência por parte do ministro.
  • No STF: O ministro Gilmar Mendes saiu em defesa de Moraes, afirmando ter “absoluta confiança” no colega e argumentando que o funcionamento das instituições (prisões e liquidação do banco) prova que não houve interferência bem-sucedida.
  • No TCU: O Tribunal de Contas da União solicitou esclarecimentos ao Banco Central sobre o processo de liquidação, após questionamentos sobre a rapidez da medida.

Situação Atual: O caso está sob relatoria do ministro Dias Toffoli no STF, que decretou sigilo sobre as investigações de fraudes financeiras envolvendo o grupo.

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