Suspeito atuava há anos aliciando crianças e adolescentes; investigação aponta rede que envolve familiares das vítimas
Guararema, SP – Um piloto de 60 anos foi preso no início desta semana suspeito de chefiar uma rede de exploração sexual infantil que atuava há pelo menos oito anos em São Paulo e região. A Polícia Civil, por meio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), deflagrou a Operação Apertem os Cintos para desarticular o esquema, que inclui crimes de estupro de vulnerável, produção e compartilhamento de pornografia infantojuvenil.

Prisão e buscas
O piloto, identificado como Sérgio Antônio Lopes, foi detido na cabine de comando de um avião no Aeroporto de Congonhas, momentos antes de embarcar para o Rio de Janeiro. Além da prisão, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em sua residência em Guararema e em outros endereços na capital paulista, onde foram recolhidos computadores, celulares e documentos que podem comprovar a prática de crimes contra crianças e adolescentes.
Modus operandi
Segundo as investigações, o acusado utilizava documentos falsos para transportar as vítimas, com idades entre 8 e 15 anos, a motéis. Além disso, pagava mães e avós para facilitar o acesso das crianças, obtendo fotos e vídeos de conteúdo sexual. Uma das avós chegou a ser presa sob suspeita de aliciar três netas para o criminoso.
O DHPP ainda investiga se há outros comparsas ou facilitadores do esquema, tanto em São Paulo quanto em outros estados. O material apreendido inclui contatos de suspeitos em diversas cidades, indicando que a rede poderia ser mais ampla do que inicialmente identificado.
Reações
A esposa do piloto, que é psicóloga, declarou à polícia estar “horrorizada” e disse não ter conhecimento das atividades do marido. A Latam, empresa na qual o acusado trabalhava, informou que ele foi afastado imediatamente e que está colaborando com as autoridades.

Próximos passos
A Polícia Civil alerta que as investigações estão em andamento e solicita que qualquer pessoa com informações sobre casos semelhantes denuncie anonimamente pelo Disque 100, canal de proteção à criança e ao adolescente. O caso deve resultar em denúncias formais ao Ministério Público, podendo levar a uma ampla investigação sobre a rede de exploração sexual infantil.










