Gaeco apura possível prejuízo milionário aos cofres municipais; secretários e vereador foram afastados por decisão judicial.
FERRAZ DE VASCONCELOS – O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou no dia 28 de janeiro de 2026 a chamada Operação TAC, que investiga possíveis irregularidades na celebração de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) relacionados a dívidas ambientais no município.
Segundo o MP, há indícios de que acordos firmados entre a administração municipal e empresas privadas teriam resultado em perdão ou suspensão indevida de multas ambientais, causando prejuízo milionário aos cofres públicos. As investigações apontam que os TACs teriam sido utilizados de forma irregular para interromper cobranças e protestos administrativos.
Medidas judiciais
Com base nos elementos reunidos ao longo da apuração, a Justiça autorizou uma série de medidas cautelares, entre elas:
- Cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão, em prédios da Prefeitura, da Câmara Municipal e em endereços residenciais nos estados de São Paulo e Minas Gerais;
- Afastamento temporário de agentes públicos, incluindo secretários municipais e um vereador, pelo prazo inicial de 180 dias;
- Bloqueio de bens e contas bancárias de investigados e de empresas suspeitas de envolvimento, com o objetivo de garantir eventual ressarcimento ao erário.
Investigados

Entre os nomes citados na investigação estão o vice-prefeito Daniel Balke, secretários das pastas de Administração, Fazenda e Meio Ambiente, além do vereador Ewerton de Lissa Souza. Todos são investigados e, até o momento, não há condenações, prevalecendo o princípio da presunção de inocência.
Apuração segue em andamento
O Ministério Público informou que a investigação segue em curso, com análise detalhada de documentos, fluxos financeiros e processos administrativos apreendidos durante a operação. O órgão busca esclarecer a extensão do prejuízo ao município e a eventual responsabilidade de agentes públicos e empresas envolvidas.
Em nota, a Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos afirmou que está colaborando com as investigações e que os atos sob apuração seriam de responsabilidade das secretarias envolvidas. A prefeita Priscila Gambale não foi alvo direto desta fase da operação.










