ALTO TIETÊ – O emaranhado de fios soltos e cabos abandonados nos postes, problema antigo nas cidades da região, passou a ser tratado com mais rigor em 2026. Prefeituras do Alto Tietê intensificaram a fiscalização e adotaram medidas mais duras contra operadoras de internet e telefonia que deixam fiação inutilizada nas vias públicas, colocando em risco pedestres, motociclistas e motoristas.
A iniciativa ganhou força após o aumento de acidentes e reclamações sobre poluição visual, especialmente em áreas centrais e corredores comerciais.

⚖️ Mogi das Cruzes: pressão judicial e multas
Em Mogi das Cruzes, decisões judiciais reforçaram a cobrança sobre a concessionária de energia e empresas de telecomunicações. Determinações da Justiça preveem multas diárias em caso de descumprimento, além da exigência de identificação dos cabos instalados nos postes.
A Câmara Municipal também aprovou medidas para que as empresas removam fiações excedentes ou sem uso dentro de prazos definidos após notificação oficial.
🔧 Suzano e Itaquaquecetuba intensificam mutirões
Em Suzano, a prefeitura retomou mutirões de ordenamento da fiação aérea em parceria com concessionárias. As ações priorizam a retirada de cabos pendurados abaixo da altura regulamentar, fios sem identificação e rolos de cabos excedentes presos aos postes.
Já em Itaquaquecetuba, leis municipais permitem a remoção emergencial de fiações que ofereçam risco imediato, com posterior cobrança dos custos às operadoras responsáveis.
🚨 Segurança urbana e responsabilidade das empresas
Segundo técnicos da área, parte significativa da fiação aérea é composta por cabos desativados, muitas vezes de empresas que encerraram atividades sem retirar o material. As prefeituras reforçam que o poste não pode ser tratado como “depósito de lixo tecnológico”.
“Se o serviço foi cancelado ou substituído, a empresa tem obrigação de remover o cabo antigo. Segurança e organização urbana vêm em primeiro lugar”, destacou um representante da fiscalização.

📞 Como denunciar
Moradores podem registrar ocorrências de fios soltos ou situações de risco pelos seguintes canais:
- Telefone 156 (ouvidorias municipais);
- Aplicativos de zeladoria urbana das prefeituras;
- Canais das concessionárias de energia, responsáveis pela estrutura dos postes.










