O Governo de São Paulo, por meio da Sabesp, mantém em operação e ampliação o sistema de interligação hídrica entre a Represa Billings e o Sistema Alto Tietê, uma das principais estratégias para garantir a segurança no abastecimento de água da Região Metropolitana.
O projeto consiste na transposição de água do braço do Rio Pequeno, localizado na Represa Billings, em São Bernardo do Campo, para a Represa Taiaçupeba, em Suzano, que integra o Sistema Alto Tietê. A transferência é feita por meio de estações de bombeamento e adutoras, vencendo o desnível geográfico entre as duas regiões.

Por que a integração é necessária?
A iniciativa busca equilibrar os sistemas de abastecimento. Enquanto mananciais como o Alto Tietê e o Cantareira são mais sensíveis a períodos de estiagem, a Billings possui maior volume armazenado e maior estabilidade hídrica. A interligação funciona como um reforço estratégico, especialmente para o abastecimento da Zona Leste da capital e de municípios do entorno, atendendo cerca de 4,5 milhões de pessoas.
Desafios técnicos
A operação exige cuidados rigorosos. A água transferida passa por tratamento específico, garantindo que chegue potável à população. Além disso, o sistema depende de manutenção constante das bombas e das estruturas hidráulicas, que operam continuamente quando o nível do Alto Tietê atinge patamares críticos.
Situação atual
A interligação já é uma realidade técnica e é acionada conforme critérios operacionais definidos pelos órgãos gestores. O mecanismo tem papel fundamental na prevenção de crises hídricas severas, ampliando a resiliência do sistema frente a períodos de escassez prolongada.

Curiosidade histórica
A Represa Billings recebeu esse nome em homenagem ao engenheiro norte-americano Asa White Kenney Billings, um dos responsáveis pelo planejamento do sistema energético e hídrico paulista no início do século XX.










