FERRAZ DE VASCONCELOS – A Polícia Civil do Estado de São Paulo instaurou um inquérito para investigar uma denúncia gravíssima de troca de corpos de bebês natimortos no Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos. O caso, que veio à tona na última segunda-feira (22 de dezembro de 2025), causou indignação e dor profunda às famílias envolvidas, que foram impedidas de realizar o sepultamento de seus entes queridos devido à confusão na identificação.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Polícia de Ferraz de Vasconcelos, que busca esclarecer se houve erro administrativo ou negligência por parte da unidade hospitalar.
O Caso: “Uma notícia devastadora”
A denúncia foi formalizada por dois casais que enfrentavam a perda prematura de seus filhos. Segundo relatos, a confusão foi descoberta no momento em que os corpos seriam liberados para as empresas funerárias.
- Identificação Trocada: Os pais perceberam divergências nas características ou nas etiquetas de identificação dos bebês apresentados pelo hospital.
- Depoimentos: Victor de Sá e Carolaine Ramos, um dos casais afetados, prestaram depoimento à polícia descrevendo o choque de receber a informação de que o corpo que estavam prestes a velar poderia não ser o de sua filha.

Providências Investigativas
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) confirmou que as diligências já estão em curso. Para garantir a solução do caso, a autoridade policial requisitou:
- Exames de DNA: A coleta de material genético dos pais e dos bebês foi solicitada para confirmar as identidades de forma irrefutável.
- Perícia Técnica: O Instituto de Criminalística (IC) e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para analisar os prontuários e as condições dos óbitos.
- Oitiva de Funcionários: Médicos, enfermeiros e funcionários do setor de necrotério do hospital estão sendo convocados para prestar esclarecimentos sobre o protocolo de identificação adotado na unidade.
O Que Diz o Hospital e o Estado
O Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos, gerido pela Secretaria de Estado da Saúde, informou em nota que abriu uma sindicância interna para apurar os fatos com rigor. A unidade afirmou estar “colaborando integralmente com as autoridades policiais” e que se solidariza com o sofrimento das famílias.
“A polícia está colhendo depoimentos de representantes do hospital e testemunhas para garantir o esclarecimento dos fatos e a eventual responsabilização dos envolvidos”, destacou a SSP em nota oficial.
Apoio às Vítimas
O caso levanta o debate sobre a aplicação da nova legislação que garante suporte psicológico e tratamento humanizado para mães e pais de natimortos, visando minimizar o trauma em momentos de luto.










