🔓 Liberdade provisória foi concedida após a mulher mudar a versão sobre o caso; medidas protetivas também foram revogadas
O médico Mituro Hattori Júnior, de 52 anos, foi colocado em liberdade provisória neste sábado (29), em Mogi das Cruzes, após a Justiça revogar a prisão preventiva decretada contra ele no processo que apura as queimaduras sofridas pela esposa, de 42 anos.
O caso aconteceu em 9 de agosto, quando a mulher deixou um condomínio no Parque Monte Líbano com queimaduras pelo corpo. Inicialmente, ela relatou à polícia que o marido teria jogado álcool sobre seu corpo e ateado fogo após uma discussão relacionada ao celular.
🔄 Mulher mudou versão sobre o ocorrido
A soltura ocorreu depois que a mulher mudou a versão apresentada inicialmente. Em depoimento na quinta-feira (27), ela afirmou que teria colocado fogo no próprio corpo durante uma confusão mental.
Anteriormente, ela já havia declarado em cartório que as queimaduras teriam sido provocadas por um acidente doméstico.
Com a mudança de versão, a defesa apresentou novos elementos ao processo. A 3ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes expediu o alvará de soltura e também revogou as medidas protetivas que haviam sido determinadas anteriormente.
A decisão considerou, entre outros elementos, um pedido apresentado pela própria mulher e um vídeo no qual ela se retrata.
👨⚖️ Médico responde em liberdade
A defesa informou que Mituro está em liberdade provisória mediante medidas cautelares diversas da prisão. O advogado Vinicius Rodrigues Siqueira Santos afirmou que pretende demonstrar a inocência do médico durante o processo.
A audiência de instrução está marcada para 24 de novembro de 2026, no Fórum da Comarca de Mogi das Cruzes.
A defesa também ressaltou que o médico não possui condenação definitiva e que devem ser preservados os princípios da presunção de inocência, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.
🕒 Relembre o caso
Na madrugada de 9 de agosto, uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM) foi abordada por um homem que relatou uma discussão entre um casal no condomínio onde trabalhava.
Segundo o relato inicial da mulher à polícia, ela teria discutido com o marido e pedido a senha do celular. Mituro teria se recusado a fornecer o código e, posteriormente, jogado álcool sobre ela e ateado fogo.
O médico apresentou uma versão diferente. Em depoimento, afirmou que estava dormindo quando foi acordado pela esposa por volta das 3h. Segundo ele, ela reclamou que ele havia esquecido seu aniversário e não comprado um presente.
A mulher foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Santana. O caso foi inicialmente registrado como tentativa de homicídio e violência doméstica, e a prisão em flagrante do médico posteriormente foi convertida em preventiva.
Com a decisão mais recente, Mituro passa a responder ao processo em liberdade, enquanto os elementos e as diferentes versões sobre o episódio continuam sendo analisados pela Justiça.










