⚠️ Três adultos, incluindo uma gestante, e uma criança foram encontrados no imóvel; trabalhadores também relataram dificuldades para deixar o local
Três adultos de nacionalidade boliviana, entre eles uma mulher grávida, denunciaram à Guarda Civil Municipal (GCM) que trabalhavam até as 22h e estavam havia cerca de dois meses sem receber salários em uma fábrica de costura localizada no Parque Piratininga, em Itaquaquecetuba. Uma criança também estava no imóvel quando os agentes chegaram.
A ocorrência foi registrada na quinta-feira (27), após uma equipe da Ronda de Proteção à Mulher receber a denúncia durante patrulhamento pelo bairro. Segundo a Prefeitura, um casal conduziu os agentes até o endereço. Uma trabalhadora que estava no local conseguiu sair e também relatou as condições enfrentadas.
🧵 Promessa de salário de R$ 5 mil
Segundo os relatos apresentados aos agentes, os trabalhadores chegaram ao Brasil há menos de dois anos e foram atraídos por anúncios de emprego nas redes sociais, que ofereciam remuneração de aproximadamente R$ 5 mil.
As famílias disseram que trabalhavam na confecção de roupas. A jornada começava pela manhã e se estendia até aproximadamente 22h.
Além dos salários atrasados, os trabalhadores relataram dificuldades para comprar produtos básicos, incluindo leite e fraldas.
Eles também afirmaram que uma das responsáveis pelo imóvel permanecia com a chave do local, o que, segundo os depoimentos, dificultava a saída dos trabalhadores.
🤰 Gestante relatou falta de atendimento médico
Entre os adultos encontrados estava uma mulher grávida de aproximadamente seis meses.
Segundo o relato apresentado aos agentes, ela havia passado por apenas uma consulta médica durante a gestação.
Uma criança também estava no imóvel, onde os agentes encontraram condições consideradas precárias de higiene, com sujeira acumulada, restos de alimentos e comida estragada na geladeira, além de banheiros e cômodos sem limpeza adequada.
🔎 Caso será investigado
A GCM preservou o imóvel para a realização de perícia. Inicialmente, as famílias foram levadas à base da corporação, onde receberam alimentação e atendimento.
Posteriormente, os trabalhadores foram encaminhados à Polícia Federal, que deverá participar da apuração do caso.
As autoridades vão investigar as condições de trabalho e moradia e verificar se houve violação dos direitos dos trabalhadores e eventual configuração de crimes.
⚠️ Importante: até o momento, não é correto afirmar categoricamente que houve trabalho análogo à escravidão. O que está confirmado são as denúncias dos trabalhadores, as condições encontradas no imóvel e o encaminhamento do caso para investigação.







