🚨 Investigação aponta esquema de R$ 2,5 bilhões com empresas de fachada e notas fiscais falsas
Arujá – A Receita Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (CIRA-SP) deflagraram nesta quinta-feira uma grande operação contra um esquema de fraude fiscal que teria causado prejuízo superior a R$ 2,5 bilhões aos cofres públicos.
Batizada de Operação Refugo, a ação cumpriu mandados de busca e apreensão em Arujá e outras 13 cidades paulistas. Segundo as investigações, grupos empresariais do setor de plásticos utilizavam empresas de fachada para gerar créditos tributários falsos e reduzir ilegalmente o pagamento de impostos.
🏢 Empresas de fachada e notas frias sustentavam esquema
De acordo com os órgãos responsáveis, ao menos 60 empresas de fachada foram usadas para emitir notas fiscais frias entre si, criando aparência de legalidade nas operações comerciais.
Os créditos tributários fraudulentos eram utilizados para diminuir artificialmente tributos estaduais e federais, incluindo ICMS, IPI, PIS/Cofins e Imposto de Renda.
As investigações apontam que o esquema operava em três etapas principais:
- circulação de mercadorias entre fornecedores e recicladoras;
- emissão de notas fiscais falsas entre empresas fantasmas;
- distribuição financeira entre operadores, intermediários e pessoas ligadas aos investigados.
💸 Dinheiro da fraude teria financiado gastos de luxo
Segundo a Receita Federal, parte dos recursos obtidos ilegalmente teria sido usada para despesas pessoais e aquisição de bens de alto padrão.
Entre os gastos identificados estão:
- pacotes turísticos;
- clubes náuticos;
- lojas de vinhos;
- bens de luxo.
As autoridades também investigam suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial ligadas ao esquema.
👮 Operação mobiliza mais de 530 agentes em São Paulo
Ao todo, 46 mandados foram cumpridos em 48 endereços ligados aos investigados, incluindo residências, empresas e escritórios.
Além de Arujá, as ações ocorreram em Barueri, Bertioga, Caieiras, Cotia, Franco da Rocha, Guarulhos, Itapevi, Itupeva, Jundiaí, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, São Paulo e Sertãozinho.
A operação conta com apoio do Gaeco, do Ministério Público e das polícias Civil e Militar, envolvendo mais de 530 agentes públicos na força-tarefa.










