Criminoso Estaria Se Passando por Advogado para Extorquir Familiares de Presos
Mogi das Cruzes, 19 de novembro de 2025 — A Polícia Civil de Mogi das Cruzes (SP) efetuou a prisão de um homem suspeito de ser o mentor e executor do chamado “Golpe do Falso Advogado” na região. O indivíduo, que não teve sua identidade revelada pela polícia, foi detido em flagrante após uma investigação que durou semanas.
O golpe consistia em se passar por advogado ou mensageiro de um escritório de advocacia para extorquir familiares de detentos.
Mecânica do Golpe e Prisão em Flagrante
Segundo as investigações, o criminoso obtinha informações sigilosas sobre presos recém-capturados e seus respectivos familiares. Em seguida, ele entrava em contato, alegando que o detento precisava urgentemente de um valor em dinheiro — geralmente entre R$ 2 mil e R$ 5 mil — para cobrir supostas “custas judiciais urgentes”, “taxas de liberação de bens” ou para garantir uma “audiência de custódia” mais favorável.
- A Abordagem: O suspeito utilizava uma linguagem técnica para convencer as vítimas de que era um profissional legal.
- O Pagamento: O pagamento era geralmente solicitado via PIX ou por meio de entrega presencial, em que ele se encontrava com a vítima em locais públicos.
A prisão ocorreu quando os investigadores monitoravam um encontro marcado entre o suspeito e uma vítima. Ao tentar receber o valor da extorsão, o homem foi abordado e detido pela equipe da Polícia Civil.
Alerta à População e Apelo por Denúncias
A Polícia Civil alerta que este tipo de golpe é recorrente e pede para que a população não realize transferências ou pagamentos sem antes confirmar a identidade e a inscrição na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de qualquer pessoa que se apresente como advogado.
O delegado responsável pelo caso informou que o suspeito será indiciado por estelionato e extorsão, e que as investigações continuam para identificar possíveis cúmplices e outras vítimas na região.
“A ação rápida foi crucial. Pedimos a quem foi vítima deste golpe que procure a delegacia para registrar a ocorrência. Isso é fundamental para a instrução do inquérito e para dimensionar o prejuízo causado pelo criminoso,” afirmou o delegado.










